Facimed oferece bolsas de estudos para povos indígenas

Facimed oferece bolsas de estudos para povos indígenas

A instituição acredita na necessidade da formação de profissionais qualificados entre os povos indígenas

Aos 19 anos, Wesley Itabira Neto Flegler Suruí, vive o sonho de cursar Arquitetura e Urbanismo. Indígena da Aldeia Sertanista Apoena Meirelles, localizada na linha 7 próximo da cidade de Rondolândia- MT, ele sempre quis ter um curso superior no currículo e poder ajudar de alguma forma a comunidade. Com uma bolsa de 100% oferecida pela Faculdade de Ciências Biomédicas de Cacoal (Facimed), o estudante conseguiu começar a estudar e hoje está no 2º período do curso. “As minhas expectativas daqui para frente são ótimas, pretendo dar o meu máximo, buscar aprender tudo sobre a arquitetura. A bolsa de estudos foi uma grande oportunidade, sem dúvidas me ajudou mais ainda”, destacou Itabira.

Uma das missões da Facimed é o de exercer o papel da inclusão social, a instituição oferece bolsas de estudos integrais para povos indígenas das etnias Cinta Larga e Suruí. De 2014 até agora foram disponibilizadas 15 bolsas. A Facimed acredita na necessidade da formação de profissionais qualificados entre os povos indígenas para que sejam inseridos em contextos políticos e socioculturais e que ainda colaborem com a luta pela conquista da autonomia e da sustentabilidade dos povos.

Mayara Roberta Cinta Larga, estudante do curso de Pedagogia (EaD) da Facimed acredita no poder da educação e tem a consciência de que poderá ajudar a comunidade onde vive. “Quando optei a fazer Pedagogia, muita gente me apoiou, porque realmente precisa de um indígena para dar aula e coordenar uma escola em meio a nossa comunidade, é difícil um professor não indígena se deslocar da casa dele para morar na aldeia e a gente tem uma necessidade muito grande de professores”, afirmou a estudante.

A Facimed espera continuar contribuindo ativamente para o Ensino Superior Indígena nos próximos anos, articulando com o compromisso de um ensino de qualidade que levará profissionais de diferentes áreas a assumir espaços na defesa de seus direitos em suas comunidades.

Mayara tem o sonho de poder dar aula na aldeia onde vive