Profissionais devem reinventar competências no Século XXI

Profissionais devem reinventar competências no Século XXI

Saber interagir e se adaptar às mudanças podem ser fatores decisivos na hora de uma contratação

Estamos vivendo a era do conhecimento e informação, em que o mundo gira em torno de atualização e constante aprendizado. O saber se tornou algo necessário na rotina de profissionais de todas as áreas. No século XXI, há a necessidade de desenvolver competências para transferência do conhecimento para própria vida prática e para a vida dos outros, além da ânsia de compartilhar as informações que se tem acesso.  

O conceito de competências para esse novo século, se resume em um conjunto de habilidades, comportamentos e atitudes, como ser inovador e criativo, saber trabalhar em equipe, liderar, ter resiliência, solucionar problemas complicados, ter inteligência emocional, prestatividade, resolutividade, ou seja, deve principalmente apresentar resultados consistentes no meio onde trabalham. Desse modo, as empresas exigem, que os profissionais devam estar preparados, atentos e alinhados a esse novo mercado. 

De acordo com a Diretora do Centro Universitário UniFacimed, professora Adriele Fontes, a adaptabilidade é a palavra chave para o profissional deste século. “Tudo tem mudado muito rápido, se o profissional não se enquadra nesse perfil de adaptação de empresas, de estudos, ele fica para trás. Além das competências normais, o profissional deve ser proativo, dinâmico, criativo, ele deve se reinventar sempre”, destacou a gestora.  

As tecnologias também têm mudado cada vez mais rápido e estão presentes em praticamente todos os processos de trabalho. Com a pandemia do COVID-19, o profissional teve que aprender, desaprender e reaprender novamente, para se adequar as exigências da nova realidade. “A pandemia veio para quebrar vários tabus, principalmente com a questão da internet e os preconceitos em relação a ela, que nos aproxima possibilitando a conexão com pessoas de outros lugares. A internet quebrou a dependência do contato físico, hoje é um dos melhores métodos para se qualificar, principalmente falando em Educação a Distância”, pontuou Adriele.   

O profissional do presente, precisa desenvolver a capacidade de ampliar os seus modos de pensar, buscando caminhos distintos para solucionar os problemas que surgem no cotidiano, principalmente a resolução de problemas complexos de uma forma mais rápida e integrativa, contando também com a inteligência emocional, sabendo lidar em momentos de crises com mais serenidade, sem perder o espírito de luta.  

Segundo a coordenadora do curso de psicologia do UniFacimed, Natália de Castro Caraline de Almeida, o cenário de pandemia vivido hoje, colocou profissionais em constantes desafios, e obrigou as pessoas a olharem para si mesmas, o que muitas vezes gera insegurança, desconforto e medo. “Ter sucesso nesse processo de mudança exige, portanto, primordialmente, a necessidade de aprender a reconhecer e a lidar com as emoções, nossas e dos outros. Neutralizar sentimentos negativos e explorar os sentimentos positivos, praticar a empatia e ter sensibilidade e, com essa inteligência emocional, tentar sair, emocionalmente, ilesos desse momento”, afirmou a psicóloga.